O fórum criminal se situava no centro de São Paulo, no Viaduto Dona Paulina, próximo à Praça João Mendes, onde está até hoje o fórum cível, e próximo à Praça da Sé, onde está a OAB estadual. Há uns duzentos metros está o Largo São Francisco, onde está situada a gloriosa Faculdade de Direito da USP e a Associação dos Advogados de São Paulo. Na época, também o Tribunal Regional Federal estava situado no Largo São Francisco. Nessa região existem até hoje diversas livrarias jurídicas e vários sebos, com grande acervo de livros jurídicos (algumas preciosidades podem ser encontradas até hoje, mas é preciso garimpar: ocorre que pessoas herdam livros antigos de juristas, não fazem idéia de que no meio daquele monte de “livros velhos” existe um ou outro diamante, e vendem tudo para os sebos). Também no Largo São Francisco está situado o Restaurante Itamarati, freqüentado basicamente por advogados e por outras espécies da fauna judiciária, como juízes, promotores etc. Evidentemente, no espaço pequeno da região Largo São Francisco-Praça da Sé-Praça João Mendes estavam concentrados uma quantidade astronômica de escritórios de advocacia, dos mais variados padrões.
O centro de São Paulo já era uma região bastante deteriorada, mas concentrava uma diversidade muito grande. Além dos mendigos que passavam o dia na rua, e das prostitutas do mais baixo escalão que chegavam já no início da tarde, passavam pelo centro de São Paulo empresários e políticos famosos, pessoas das mais variadas classes sociais e, é claro, advogados, estagiários e oficiais de justiça. Até mulheres bonitas poderiam ser vistas no imundo centro de São Paulo: eram as estagiárias que iam ao fórum, em geral para ver algum andamento processual ou tirar xerox de algum documento (a despeito das tarefas executadas serem de menor qualificação, a produção de algumas estagiárias seria digna da revista Vogue ou do São Paulo Fashion Week).
Em uma ocasião, o Malufão apareceu em um carro aberto, acenando para as pessoas. Ninguém ficava indiferente: uns aplaudiam, outros vaiavam. Nos dias de hoje, é possível que a coisa seja diferente. Os tempos mudaram: ele hoje é base do Governo Lula na Câmara dos Deputados...
De vez em quando a TFP aparecia por lá, para bradar contra o comunismo, contra a reforma agrária ou contra qualquer outra coisa que fosse contrária ao ideário da extrema direita religiosa. Era divertido quando isso acontecia, porque a TFP usa estandartes vermelhos e, só de sacanagem, algumas pessoas gritavam “seus diabos!”, “fora daqui, bando de comunistas!” e outras pérolas do gênero...
Além de advogados, o centro de São Paulo tem também residências, algumas até razoáveis na época. Até então eu achava que todos os imóveis residenciais do centro eram péssimos. A única vez em que vi uma pessoa não pobre em uma prisão foi em um caso em que vi uma dessas residências, quando fui intimar uma testemunha em um caso envolvendo falsificação de escritura pública. O réu estava preso no Carandiru e eu imaginei que ele só não teria escapado da condenação em razão da existência de prova material do crime.
Em outra ocasião fui intimar um réu de uma sentença condenatória em uma rua comercial do centro, mas que tinha residências na parte de cima das lojas. Toquei a campainha e atendeu uma garota loura de olhos azuis, linda, embora mal vestida e com um cigarro na boca. Perguntei pelo cara e ela disse que ele estava na parte de cima. Atrás da porta havia uma escada que dava em um local que servia como residência. Chegando lá, em uma sala grande, o réu estava sentado em uma cadeira. Era um sujeito alto e forte, do tipo que costuma trabalhar como leão-de-chácara. Havia mais umas três ou quatro garotas com ele, todas louras tingidas, na faixa de uns 20 ou 22 anos. O local tinha um cheiro insuportável de cigarro. Intimei o réu da sentença condenatória. Não lembro qual era o crime que ele havia cometido, mas como ele era primário, não iria ser preso. Disse isso para ele, mas completei que a partir de agora ele não poderia sofrer outra condenação. Ele me respondeu:
- É, sei que agora não posso nem bater em um peão!
Eu estava pensando que o cara seria o cafetão das garotas que, embora jovens e bonitas, morariam naquele lugar imundo com ele. Mas essa frase me fez pensar que o cara era um capanga de alguém ou algo assim.
Tinha de tudo no centro de São Paulo, portanto. E eu sempre estava lá, vivenciando tudo o que acontecia nesse microcosmo, tudo novidade para mim.
Durante um tempo, um grupo de evangélicos ficou fazendo ponto perto do fórum, insistindo em conversar e tentar converter as pessoas. Eu passava e um deles vinha falar comigo, eu dizia que não estava interessado, que estava com pressa, e o cara dizia frases feitas como “quem não tem tempo para Deus vive perdendo tempo!” ou coisas assim. Que a pessoa tenha uma crença, que queira passar o dia rezando, é um direito dela, mas ficar continuamente perturbando os outros (especialmente quem foi educado ao responder que não está interessado em conversar sobre religião) é algo que não está certo.
Depois de várias vezes sendo importunado pelo mesmo cara, eu achei que seria a hora de me vingar e tracei um plano. Um dia eu fingi que estava abatido (o que não era difícil, porque eu estava sempre cansado por causa do trabalho) e quando o cara veio falar comigo eu respondi de forma séria:
- Deus afastou-se de mim!..
Imediatamente o rosto do evangélico se encheu de emoção, como se tivesse dito algo magnífico. Ele respondeu algo como “não, irmão, foi você quem se afastou dele, Jesus te ama!” e continuou com frases do tipo. Nisso o grupo todo já estava em volta de mim, prestando atenção no discurso do cara. Eu continuei sério e com uma voz teatral disse:
- Eu me sinto deprimido, só vejo escuridão ao meu redor!..
Não me lembro exatamente o que os evangélicos disseram, mas não consegui mais ficar mantendo a expressão séria. Prossegui com a “conversa”, só que agora dando gargalhadas, demonstrando que eu estava de sacanagem. O grupo ficou meio sem entender o que se passava, continuaram com as frases de sempre. Quando ficou um pouco mais evidente que eu estava sendo irônico e me vingando das vezes que o cara tinha me perturbado, disse algo como “agora vê se você pára de me encher o saco” e caí fora. Depois desse dia nunca mais eles vieram puxar papo comigo (óbvio) e pouco tempo depois não mais os vi. Felizmente.
Recentemente me disseram que o valor dos escritórios no centro de São Paulo caiu muito de preço, refletindo a piora das condições judiciais. É bem possível que seja verdade: naquela época, a Justiça Estadual funcionava razoavelmente bem. A Justiça Federal já era ruim, demoravam meses ou anos para um simples despacho, mas era possível obter algum provimento na Justiça Estadual em um espaço de tempo civilizado. Hoje a Justiça Estadual está tão ruim quanto a Federal e há uma maior dificuldade para obter dos clientes (no cível) pagamento de honorários antes do fim do processo. Naquela época, portanto, era muito mais fácil do que hoje uma pessoa que acabou de sair da faculdade abrir um escritório. Hoje, se a pessoa não tiver outra fonte de renda, será necessária a existência de alguma circunstância especial para que consiga fazer isso.
No fórum criminal o nível das pessoas me parecia mais baixo que no fórum cível. É bem possível que por causa disso eu tenha, naquela época, desenvolvido um preconceito idiota contra o direito penal: eu achava que o bacana era o direito civil ou o tributário. Isso contribuiu para eu ter deixado de ser oficial de justiça em 1991, como veremos no Capítulo __.
Hoje, porém, eu tenho opinião totalmente diferente. Embora meus professores de direito penal na faculdade tenham sido, digamos, [colocar aqui um eufemismo engraçado para “péssimos”], eu mais tarde descobri que o direito penal pode ser fascinante, com inúmeras teorias de grande profundidade. Sob o aspecto prático, inclusive me parece que o direito penal pode ser muito mais interessante para o advogado recém formado do que qualquer outro ramo do direito. Não é difícil concluir o porquê: qualquer pessoa paga tudo o que tem (e o que não tem) para não ser presa ou para sair da cadeia. A simples possibilidade, por menor que seja, de ir para uma prisão faz com que qualquer pessoa não economize com advogado. Já nas causas cíveis a situação pode ser diferente: alguns empresários ou mesmo diretores de grandes empresas chegam a pensar que é mais vantajoso contratar um advogado que cobra menos, pois assim os custos são reduzidos... Aliás, uma ex namorada, da época de estudante secundarista, me confidenciou que começou sua carreira como advogada privada na área criminal só fazendo habeas corpus e se saiu muito bem. Por oportuno, ressalto que ela não era nenhum primor em matéria intelectual (inclusive no que se refere à escolha de namorados...), estudou em uma faculdade de direito das mais fuleiras, mas da última vez que a vi ela estava com um belo carro importado.
Realmente, as prisões brasileiras são assustadoras, verdadeiras sucursais do inferno. Quando alguém vai preso, a primeira coisa que acontece é levar um grande surra dos outros presos, seguida ou não de violência sexual. Nesses casos, era comum os presos mais antigos rasparem todos os pelos (inclusive sobrancelhas) do novato, para deixá-lo mais semelhante a uma mulher. Essa prática tem um duplo caráter: extravasar a raiva e o sofrimento no preso novato e, ao mesmo tempo, demonstrar a ele quem manda na cela. Dentro das celas e das cadeias existem vários níveis hierárquicos entre os presos, mesmo na ausência do que hoje é conhecido como crime organizado ou organizações criminosas.
O fórum ficava lotado na parte da tarde e os elevadores estavam sempre entupidos. Era terrível. Eu sofria com o calor, com o transporte público ruim de São Paulo e com os elevadores lotados. Uma vez uma advogada disse em voz alta dentro do elevador:
- Meu Deus, São Paulo não comporta mais ninguém!
Era uma clara referência à imigração nordestina.
Outro advogado, que estava com ela, respondeu, em voz igualmente alta:
- É preciso mandar alguns nordestinos de volta.
Aí foi demais. Já puto da vida, perguntei ao casal de advogados:
- Vocês têm empregada doméstica em casa?
O clima ficou tenso no elevador. O casal ficou surpreso, pois naquela época muitas pessoas falavam abertamente contra a imigração nordestina em São Paulo e seria absolutamente incomum um estranho se intrometer, especialmente em tom agressivo e claramente desafiador. A advogada respondeu de forma mais agressiva ainda algo como “é lógico que sim, ou você acha que eu vou lavar roupa?”
Eu então complementei:
- Ela é nordestina?
Com ar de superioridade, a advogada respondeu:
- Não, rapazinho, ela é do norte de Minas.
Nessa hora me deu um estalo e eu lancei minha resposta final:
- Puxa, que interessante, eu também sou mineiro. Saiba a senhora que o norte de Minas é muito parecido com o nordeste. Inclusive uma grande parte é zona de atuação da SUDENE. Dá no mesmo!
Para azar do casal, logo depois da minha frase chegou o meu andar, que era o oitavo, e eu saí do elevador. Eles ficaram lá, sem resposta. As pessoas presentes (gente pobre, possivelmente nordestinos ou filhos de nordestinos) poderiam não saber o que era SUDENE ou não ter entendido qual foi o ponto, mas adoram ver um garoto dar um esporro em um casal que culpou os nordestinos pela piora das condições de vida de São Paulo.
Os nordestinos, naquela época, eram vítimas de explícita discriminação em São Paulo. Aliás, um candidato a vereador, que foi eleito, chegou a fazer campanha abertamente contra direitos dos nordestinos, nos moldes dos partidos racistas europeus!
Uma banda, que fazia sucesso à época, tinha uma música com a seguinte estrofe:
“Não quero ver mais essa gente feia,
Nem quero ver mais uns ignorantes,
Eu quero ver gente da minha terra,
Eu quero ver gente do meu sangue.
Pobre São Paulo! Oh oh
Pobre Paulista! Oh oh”
Felizmente, nos dias de hoje tudo isso é inimaginável. O Brasil evoluiu muito nesse aspecto.
Outro episódio interessante que aconteceu no elevador em que também me saí bem envolveu uma pessoa que até hoje eu não sei se era juíza ou não. Foi pouco depois das sete horas da noite, quando não havia mais atendimento a advogados e as audiências já tinham acabado, razão pela qual normalmente quem estava no fórum a essa hora eram serventuários da justiça, juízes ou promotores.
Eu tinha acabado de sair do cartório, depois de um dia comum do trabalho, e estava esperando o elevador. Eu já estava atrasado para a Faculdade e tudo o que eu queria era comer alguma coisa e beber um suco gelado antes da aula. Nisso uma mulher que deveria ter uns anos a mais do que eu, se aproximou de mim e disse:
- Você é o filho do doutor fulano de tal?
Eu pensei que ela estivesse se referindo ao velho boato de que eu era sobrinho de um desembargador e, podre de cansado e sem um pingo de paciência com gente chata, respondi em voz alta:
- Não, senhora. Sou oficial de justiça da 14ª. Vara, aprovado em concurso.
Achei que ela não falaria mais nada, porque minha resposta foi seca, quase mal educada. Ter chamado ela de “senhora” foi proposital, para tentar fazê-la parecer velha. Mas parece que isso a estimulou a conversar comigo. Ela disse o “parabéns, tão novo e já oficial de justiça”, que eu já tinha ouvido outras vezes. Em seguida perguntou se eu fazia faculdade de Direito, foi puxando conversa até a saída do fórum. Lá fora estava tão quente (São Paulo pode ser uma cidade sufocante durante o dia no verão, mas com noites frescas e agradáveis) e eu percebi que a mulher chata era razoavelmente bonita (algo entre C+ e B-) e estava muito bem vestida. Aí comecei a achar que ela poderia não ser tão chata, nem tão velha, dei prosseguimento ao papo na porta do fórum e a convidei para comermos alguma coisa em uma lanchonete arrumadinha que ficava bem próxima. Ela topou na hora.
Lá chegando, pedi uma pizza de quatro queijos super gordurosa, mas ela disse que só queria um suco. Conversamos durante uns vinte minutos, quando ela disse que precisaria sair imediatamente, pois seu namorado estava para chegar e não seria bom se ele me visse com ela.
Acabei de comer e fui para a Faculdade, meio frustrado, achando que tinha perdido uma chance de comer uma mulher razoavelmente bonita e me achando um bunda mole porque nem peguei o telefone dela.
Eu já era oficial de justiça há mais de um ano e achava que em razão do trabalho eu iria comer alguém. Só que eu não tinha comido ninguém, nem a funcionária gostosa e simpática do posto bancário da Nossa Caixa que ficava no fórum, nem uma secretária de advogado, nada. Simplesmente nada, nada mesmo. Ou seja, a coisa estava ruim à beça.
É que eu era muito tímido com as mulheres, morria de medo de levar um fora, e só tomava qualquer atitude quando a mina dava evidentes sinais de que estava interessada em mim. Naquela época as mulheres já tomavam a iniciativa quando estavam interessadas no cara, mas a coisa não era tão ostensiva como hoje.
Passou um tempo, eu esqueci o episódio, quando encontrei de novo a tal mulher no mesmo local e na mesma situação: esperando o elevador, atrasado para a Faculdade, querendo comer alguma coisa antes de ir para a aula.
Quando a vi, abri um sorriso, e fui bem confiante conversar com ela. Nessa hora ela não foi receptiva, respondeu gentilmente às minhas tentativas de iniciar a conversa com algumas evasivas, e eu achei mais uma vez que iria perder a parada.
Mas não me dei por vencido e, dentro de elevador (e com gente perto, o que para mim era mais grave), tomei coragem e pedi o telefone dela. Ela me passou o telefone e ainda pediu o meu. Fiquei mais confiante e perguntei se ela gostaria de sair para jantar comigo em um lugar legal (nessa hora já estávamos fora do elevador, sem gente perto). Ela respondeu um “claro que sim” e eu fui para a faculdade, pensado que já tinha ganho o dia.
E tinha mesmo. Depois de ligar umas duas ou três vezes para ela, consegui marcar o tal jantar. Eu a levei para um restaurante caríssimo, para tentar mostrar que eu era um cara sofisticado. Óbvio que eu não era nada disso, mas sabia enganar, especialmente enganar quem estava doida para ser enganada.
Foi só nesse jantar que eu perguntei qual era o trabalho dela e ela me disse que era juíza, que tinha sido aprovada recentemente no concurso. Eu achei estranho, porque a carreira do juiz estadual começa em uma cidade pequena do interior. Perguntei isso e ela me disse que estava substituindo em uma vara criminal (depois eu confirmei que isso era mesmo possível), mas que iria em breve assumir uma vara no interior. Eu não perguntei que vara seria, porque para mim só poderia ser a 13ª Criminal, que era a única além da minha que ficava no oitavo andar.
A coisa estava caminhando bem. Não me lembro o motivo, mas eu contei para ela da minha recente viagem a Cuba. Ela se interessou e em um dado momento eu mencionei que, em razão do meu tipo físico, eu passava por cubano em Cuba. Disse que quando eu estava sem a máquina fotográfica ninguém percebia que eu era turista. Ela então me fez um elogio na forma da seguinte pergunta:
- Os cubanos se vestem com essa classe toda?
Eu fiquei envaidecido com a sutileza do elogio e percebi que o jogo estava ganho. A noite terminou do jeito que eu esperava e eu voltei feliz para casa, achando que eu era o homem mais fodão do mundo porque tinha comido uma juíza.
No dia seguinte a minha vontade era de contar para todos os colegas a minha façanha, mas me contive, porque eu não poderia expor a juíza. Passei em frente da sala de audiência da 13ª Vara, mas quem estava lá era o juiz titular de sempre, um cara que parecia arrogante, com quem eu nunca tinha conversado. Na sala de audiência do juiz auxiliar não tinha ninguém. Achei estranho. Passou mais um dia e vi na sala de audiência do juiz auxiliar um sujeito que eu nunca tinha visto.
Resolvi perguntar para uns colegas quem seria a juíza que teria ficado substituindo na 13ª. Vara. Ninguém soube dizer, até que um funcionário da 13ª. Vara me disse que eles não tiveram nenhuma juíza substituta nos últimos tempos.
A coisa estava misteriosa demais. Como eu iria mesmo ligar para a suposta juíza para tentar marcar outro encontro para repetir a bela noite, achei que a questão seria esclarecida facilmente. Porém, ao contrário do que imaginei, eu simplesmente não consegui falar com ela, pois o telefone tocava e não atendia. Tentei vários dias, em horários alternados, até que desisti! Fiquei sem saber se tal mulher era juíza mesmo: se fosse verdade, o que ela estaria fazendo em duas ocasiões no oitavo andar? A danada, indiscutivelmente, era uma mulher de classe e não precisaria fingir que era juíza só para impressionar um oficial de justiça de 20 anos de idade!
Seja como for, o fato é que eu tinha conseguido comer alguém em razão do trabalho como oficial de justiça e isso, por si só, já era alguma coisa. Posso dizer que não fiquei no zero a zero. Evidentemente, jamais irei revelar o primeiro nome da mulher misteriosa (não sei o nome completo, caso contrário colocaria no Google e o mistério seria resolvido).
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Capítulo X - O centro de São Paulo. O fórum e o elevador do fórum.
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Muito bons os seus relatos, é bom imaginar como seriam as coisas naquela época.
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